Padrões de traçado viário urbano e acessibilidade: uma abordagem das relações com o sistema de circulação.
Resumo
Este trabalho consiste em estudo teórico na área do urbanismo, com tema dedicado às
relações entre os padrões de traçados viários urbanos, a acessibilidade e o sistema de
circulação. O assunto é abordado a partir da visão sistêmica da cidade e sob a ótica da
morfologia urbana, utilizando instrumentos da análise configuracional e da modelagem
urbana em ambiente computacional. Para atingir este fim, o trabalho está estruturado em
quatro etapas. A primeira trata da seleção dos padrões de traçados viários a serem
estudados (que resultou na classificação xadrez, radial, cluster e semi-retículo) e da
construção dos elementos estruturantes do trabalho: os traçados viários analíticos
(elaborados a partir de traçados viários de cidades teóricas e reais), o conceito e medida de
acessibilidade e os parâmetros representantes do efeito do sistema de circulação. A
segunda etapa apresenta o ambiente computacional para realização dos experimentos, os
quais são desenvolvidos na terceira etapa, através da medição da acessibilidade dos
traçados analíticos para os diferentes padrões de traçados viários, inicialmente sem
influência do sistema de circulação e posteriormente considerando esta influência de dois
modos: priorizando as áreas centrais e priorizando as áreas periféricas. A quarta etapa, por
sua vez, apresenta a sistematização e análise dos resultados. Por fim, as conclusões
destacam as semelhanças e diferenças entre os padrões de traçados viários, principalmente
quanto à média de acessibilidade dos sistemas e quanto à dispersão da acessibilidade entre
seus elementos: em relação à acessibilidade média dos sistemas, os padrões de traçados
viários apresentam posições ordinais constantes para as simulações, sendo o cluster o
menor valor, o xadrez e o radial com valores intermediários e o semi-retículo como o maior
valor; em relação à dispersão dos índices de acessibilidade dos segmentos de vias, os
padrões apresentam distinções entre a alternativa de circulação que prioriza a área e a
alternativa que prioriza a periferia, destacando-se que a alternativa de circulação que
prioriza a área central tende agregar maior valor às médias dos sistemas do que alternativa
que prioriza a periferia, porém com maior diferenciação de acessibilidade entre a periferia e
a área central.
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