O papel da mulher no matriarcado da Gilead de Os Testamentos e de O Conto da Aia, de Margaret Atwood
Resumo
Neste trabalho, busca-se desenvolver um breve panorama das distopias enquanto gênero literário e organização político-social, traçando comparações das ondas feministas (especialmente a 2° e a 4°) com a realidade que nos cerca e também com os conceitos de matriarcado e patriarcado. A partir dessas discussões, analisam-se os romances O Conto da Aia (1985) e Os Testamentos (2019), de Margaret Atwood, sendo possível então traçar os paralelos necessários para compreender os verdadeiros papéis das mulheres na sociedade distópica de Gilead. Nesta análise, o objetivo primordial é averiguar as posições dadas a cada uma das classes de mulheres dentro dessa sociedade teocrática-totalitarista, analisando suas ações e considerações a respeito do que lhes foi imposto, de modo a conjecturar a respeito do verdadeiro impacto que possuem na estrutura política e social do regime gileadeano. Assim, discutem-se e questionam-se os espaços e as estruturas de poder presentes nessa sociedade e o quanto do que foi vivenciado pelas mulheres que a compunham foi relevante o bastante para reverberar dentro e fora das obras, ao passo que, mesmo tão presentes, elas ainda acabam por ser desvalidadas ao final de cada uma das obras.
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