Sensibilidade e especificidade do perfil estral para o diagnóstico de ovulação em fêmeas suínas

Visualizar/ Abrir
Data
2005-04-01Autor
Alvarenga, Marcus Vinicius Figueira de
Metadata
Mostrar registro completoResumo
O objetivo desse estudo foi analisar em fêmeas suínas a sensibilidade e especificidade
do perfil da ovulação estimada (OVEST) baseado no perfil estral, realizado através do
reflexo de tolerância ao homem em presença do macho (RTHM), em comparação com o
exame padrão de ovulação feito pela ultra-sonografia em tempo real. Foram monitoradas
198 fêmeas a partir do desmame para realização do perfil estral através do RTHM (6:30,
14:30 e 22:30 h) e exame ultra-sonográfico (6:30 e 14:30 h). No RTHM o início do estro
foi determinado pelo primeiro RTHM positivo, enquanto o final do estro foi caracterizado
pelo primeiro RTHM negativo. O momento da ovulação pelo ultra-som (MOV) foi definido
pela ausência de folículos pré-ovulatórios ou quando o número de folículos era menor
àquele encontrado no exame anterior, desde que estes achados fossem confirmados no
exame no turno seguinte. A duração do estro (DE) foi dividida por três, a fim de calcular a
OVEST como sendo na porção inicial do terço final do estro. A partir deste cálculo,
estimou-se a freqüência de fêmeas que ovularam antes, durante ou após o terço final do
estro, considerando tanto momento da ovulação diagnosticado pela ultra-sonografia e
pela OVEST e foi feita a comparação através da sensibilidade e especificidade. O
intervalo desmame estro (IDE) médio foi de 86,6 ± 30,7 h e a DE e o início do estroovulação (INCOV) foi de 62,6 ± 18,1 h e 47,4 ± 14,8 h, respectivamente. Não houve
diferença (P > 0,05) quando foi relacionado o início e o final da ovulação entre as
diferentes categorias de IDE (< 72 h, 72 – 96 h e > 96 h). Porém, o intervalo desmame
ovulação (IDOV) diferiu entre as categorias de IDE (P < 0,0001), tornando-se mais longo
na medida em que o IDE se prolongou. A média da OVEST foi de 49,5 ± 3,6 h.
Considerando a ovulação diagnosticada por ultra-sonografia em tempo real, 20,4% das
OVEST teriam ocorrido precocemente e 27,9% das OVEST seriam tardias, o que
totalizaria 48,3% de diagnósticos de ovulação imprecisos.Considerando a freqüência da
ovulação ocorrida antes ou durante o terço final do estro a sensibilidade e especificidade
da OVEST em comparação com a ovulação em tempo real foi igual a 84,3% e 35,3%,
respectivamente. Sensibilidade e especificidade foram iguais a 83,8% e 56,7% quando
consideradas ovulações ocorridas ou não durante o terço final do estro, sensibilidade e
especificidade foram iguais a 66,3% e 56,7%, respectivamente. Portanto perdas
potencialmente expressivas podem ocorrer se os protocolos de iA fossem baseados
somente no perfil estral porque este método é impreciso para estimar a ovulação, sendo
menos sensível e específico quando comparado com o diagnóstico da ultra-sonografia
em tempo real.
Collections
Os arquivos de licença a seguir estão associados a este item: