Análise competitiva da indústria de sementes de trigo no Rio Grande do Sul após a Lei de Proteção de Cultivares e Lei de Sementes e Mudas
Resumo
O objetivo do primeiro trabalho foi realizar a análise da cadeia de produção de sementes de trigo no Rio Grande do Sul, a partir das forças que atuam sobre ela. Para essa análise, foi usada a metodologia das cinco forças competitivas:
concorrência dentro da indústria, novos entrantes, produtos substitutos, poder de negociação dos fornecedores e poder de negociação dos compradores. Inicialmente, fez-se um levantamento dos dados secundários de várias fontes,
dentre as quais o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Associação dos Produtores de Sementes do Rio Grande do Sul (Apassul), a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) e a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (ABITRIGO). O estudo mostrou que existe grande desequilíbrio nas forças que atuam sobre a cadeia de produção de sementes de trigo no Rio Grande do Sul, com o poder de negociação dos compradores, fazendo forte
pressão sobre todos os elos da cadeia, mesmo nos casos em que não há relação comercial direta. O segundo trabalho teve como objetivo quantificar as empresas de sementes de trigo do Rio Grande do Sul com base na escala de produção,
relações com entidades de classe, obtentores vegetais e inovação após a consolidação da Lei de Proteção de Cultivares e da entrada em vigor da Lei de Sementes e Mudas. Foram utilizados dados secundários gerados a partir do banco de dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O estudo mostrou que a distribuição das empresas de sementes em relação à escala de produção manteve-se estável desde 2002, sendo que as empresas que produzem
até 460 t de sementes continuam predominando no mercado. Com relação à inovação, mostrou que a quantidade de cultivares no portfólio das empresas de sementes aumenta conforme incrementa seu tamanho e que todas, excetuando
as muito pequenas, buscam cultivares novas para seu portfólio. As empresas maiores disponibilizam mais cultivares novas em virtude da escala.