Adubação silicatada na produção e qualidade de sementes e fibras de algodão (Gossypium hirsutum L.)
Resumo
Esta pesquisa teve a finalidade de avaliar o efeito do silício no algodoeiro, por meio das variáveis agronômicas, fisiológicas, rendimento e qualidade da fibra e sementes produzidas. Os experimentos foram realizados em 2012 e 2013. No primeiro ano de cultivo, avaliaram-se cinco doses de Si: 0, 1000, 2000, 3000 e 4000 Kg de Si ha-1, aplicadas via solo; 0, 45, 60, 135 e 180 Kg de Si ha-1, via foliar; e 0, 100, 200, 300 e 400 g Kg de sementes-1, aplicadas via recobrimento de sementes. No segundo ano, avaliaram-se cinco doses: 0, 45, 60, 135 e 180 Kg de Si ha-1 e 0, 2000, 4000, 6000 e 8000 Kg de Si ha-1, aplicadas via foliar e solo, respectivamente. A fonte de silício utilizada foi o silicato de alumínio. As avaliações foram realizadas aos 25, 50, 75 e 100 dias após a emergência (DAE). Os resultados obtidos dos experimentos permitem concluir que, o silicato de alumínio aplicado via recobrimento de sementes, não interfere nas características fisiológicas do algodoeiro. Porém, quando aplicado via foliar e no solo, aumenta o índice de clorofila e reduz o diâmetro do caule de plantas de algodão. Em relação ao rendimento, o número de sementes por capulho e o número de capulhos e sementes por planta, foram afetados, negativamente, com o aumento das doses de Si aplicadas via foliar. As doses de silício melhoram algumas características físicas da fibra como a reflectância, índice de fibras curtas, grau de amarelamento e índice micronaire. Em relação à qualidade das sementes produzidas, aumenta o comprimento da raiz e parte aérea de plântulas, influencia positivamente o peso de mil sementes, via recobrimento de sementes e solo, podendo incrementar a produtividade.