A escala comum de valores em grupos de aprendizagem de espanhol como língua estrangeira (E/LE) como sistemas adaptativos complexos
Resumo
A pesquisa é construída com base na tese de Vetromille-Castro (2007), na qual foi constatado que a colaboração e autonomia foram os valores que fomentaram a interação e mantiveram a coesão e emergência do grupo estudado.
Entretanto, Vetromille-Castro considerou que havia outros valores, além da colaboração e da autonomia, que foram compartilhados entre os sujeitos covalorizantes (PIAGET, 1973). E é justamente a partir dessa hipótese que desenvolvemos este trabalho. Na presente pesquisa, estudamos o processo interativo em um grupo de professores em formação de Língua Espanhola como Língua Estrangeira (E/LE) nos fóruns de um ambiente virtual de aprendizagem.
Analisamos as postagens de 30 alunos, da professora tutora a distância e das duas professoras pesquisadoras de um polo em quatro fóruns da disciplina de língua espanhola III de uma licenciatura em uma universidade federal no sul do Brasil, na modalidade a distância. Os resultados foram obtidos mediante a análise descritiva, de natureza qualitativa e de interpretação etnográfica virtual (HINE, 2004). Nas interações confirmamos a hipótese de que havia outros valores em jogo nas trocas qualitativas, pois identificamos, além da colaboração e da
autonomia, outros valores que eram comuns entre os indivíduos dos grupos, os quais se comportaram como um (sub)sistema adaptativo complexo (SAC) em cada um dos quatro fóruns estudados, também considerados como um SAC. A partir de Schwartz (1992), identificamos, no mapa de valores das escalas comuns de cada grupo que se formou nos fóruns, trocas de benefício recíproco (PIAGET,1973) em torno de valores, como igualdade, amizade, responsabilidade,
criatividade, solidariedade, dentre outros, além daqueles já percebidos em pesquisa anterior, a saber, colaboração e autonomia.