Avaliação como probióticos para frangos de corte de Pichia pastoris e Pichia pastoris recombinante contendo o gene da fosfolipase C de Clostridium perfringens
Resumen
Os antibióticos utilizados como promotores de crescimento nas últimas décadas
foram banidos em vários países devido ao risco de induzir o surgimento de
bactérias resistentes. Entre as alternativas para sua substituição, os probióticos,
suplementos alimentares compostos de microrganismos vivos que beneficiam a
saúde do hospedeiro através do equilíbrio da microbiota intestinal, aparecem como
a mais plausível. Este trabalho objetivou determinar as propriedades como
probiótico da levedura Pichia pastoris e sua variante recombinante contendo o
gene da fosfolipase C de Clostridium perfringens. Frangas de um dia de idade da
linhagem Ross® P8 foram distribuídas aleatoriamente em quatro grupos de dez
animais cada, em três repetições, e alimentadas com ração comercial isenta de
antibacterianos. O grupo 1 (Controle) recebeu ração não suplementada, o grupo 2
recebeu a mesma ração suplementada com 1x106 células viáveis gr-1 de P. pastoris
cepa KM71H, o grupo 3 ração suplementada com 1x106 gr-1 de células viáveis de
P. pastoris recombinante contendo o gene da toxina α de C. perfringens, e o grupo
4 ração suplementada com 1x106 gr-1 de esporos viáveis de Bacillus cereus var.
Toyoi. Ração e água foram oferecidos ad libitum. Estimou-se o ganho de peso de
cada animal aos 49 dias de idade, e a conversão alimentar de cada grupo.
Determinou-se a soroconversão individual por ELISA, utilizando como antígeno a
toxina α padrão de C. perfringens, a partir de amostras de sangue coletadas aos 1,
10, 20, 30 e 49 dias de idade. Ao término do experimento os animais foram
abatidos e amostras de órgãos submetidos a análise histopatológica. No dia 49, os
pesos vivos médios foram 2,172, 2,228, 2,410 e 2,333 kg, significativamente
diferentes (P<0,05) ao grupo controle, para os grupos 1, 2, 3 e 4, respectivamente.
As conversões alimentares médias foram 2,58, 2,41, 2,35 e 2,5 para os grupos 1,
2, 3 e 4, respectivamente. As soroconversões ao dia 49 foram 1,1, 1,4, 1,5 e 1,3
para os grupos 1, 2, 3 e 4, respectivamente, significativamente diferentes (P<0,05)
ao grupo controle. Nos estudos histopatológicos não foram encontradas alterações.
Concluiu-se que P. pastoris e P. pastoris recombinante podem ser utilizadas como
probiótico em frangos de corte por aumentar a eficiência alimentar e a
soroconversão, sem apresentar contraindicações.