A formadora na professora de Matemática: o pano de fundo da colcha de retalhos
Resumo
A presente dissertação foi desenvolvida junto ao Programa de Pós-Graduação em
Educação Matemática, na linha de investigação “Processos de Ensino e
Aprendizagem em Educação Matemática”. O estudo teve como tema: o emergir da
formadora em três professoras de Matemática do Curso Normal de nível médio, do
Colégio Municipal Pelotense, que trabalham com a formação de estudantes que
serão professores que ensinam Matemática nos Anos Iniciais. Para tanto, propomos
como questão norteadora desta pesquisa: como as professoras de Matemática do
Curso Normal do Colégio Municipal Pelotense, se constituem formadoras? O
trabalho teve como objetivo geral investigar as experiências que fizeram emergir nas
professoras de Matemática a formadora de professores. Como objetivos específicos,
buscamos identificar elementos que contribuíram para a constituição da
professoralidade de formadoras no Curso Normal e compreender como as
experiências construídas na infância, na formação escolar e acadêmica e as
aprendizagens para o ensino no exercício da docência, constituem as formadoras de
PEM nos anos iniciais. Como base teórica, dialogamos com os seguintes autores:
Lee Shulman; Débora Ball e colaboradores; Jorge Larossa; Silvia Maria Isaia e Doris
Bolzan; Marcos Pereira, Maria Isabel Cunha, Cláudio Cesar Rocha e Adriana Bastos.
A metodologia adotada foi a abordagem qualitativa, com aproximação à pesquisa de
caráter narrativo. Para produção e análise dos dados, tivemos como suporte os
escritos de Bardin. Como principais resultados, evidenciamos a necessidade de uma
base sólida de conhecimentos, sobretudo os matemáticos à formadora, para
formação de bons professores nessa área, pois, formando sujeitos competentes
para si, também serão para outros; as professoras de Matemática, ao se assumirem
em constante transformação, como sujeitas incompletas, inacabadas, aprendizes,
entendem que a formadora carece ressignificar seus conceitos de ensino e de
aprendizagem uma vez que relacionam este processo a uma “terceira pessoa”: os
alunos de seus alunos, estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental; a
professora de Matemática do Curso Normal necessita se perceber formadora e
abordar os conteúdos numa perspectiva formativa; que a marca da formadora
constituída na professora de Matemática relaciona-se com o comprometimento em
ensinar e formar, para além de professores que ensinarão matemática, cidadãos
plenos para a vida.

