Anatomia do xilema secundário e potencial hídrico em cultivares de videira
Resumo
O Brasil é um grande produtor de uvas, especialmente para a produção de vinhos. Este estudo avalia o diâmetro e a densidade dos vasos do xilema secundário, assim como o potencial hídrico em três cultivares de videira (Bordô, BRS Violeta, Niágara Rosada) e no porta-enxerto Paulsen 1103. O objetivo geral foi avaliar a dinâmica da água nestas cultivares na região Sul do Brasil, visando aumentar o potencial produtivo. O experimento foi realizado na Universidade Federal de Pelotas, utilizando videiras cultivadas em vasos em ambiente controlado, o tipo de substrato utilizado foi terra e casca de arroz carbonizado na proporção1/1. Foram realizados cortes histológicos na porção mediana do caule obtendo cinco ramos de quinze centímetros de cada planta, cada ramo foi dividido em três partes de cinco centímetros e realizando dois cortes para cada parte totalizando trinta amostras para cada cultivar para análise do diâmetro e densidade dos vasos em microscópio óptico. As medições foram realizadas com o programa ImageJ e feita as analises estatísticas no software Rbio. O potencial hídrico foi medido com uma Câmara de Scholander. Os resultados mostraram que o Paulsen 1103 apresentou maior diâmetro e densidade de vasos no xilema secundário, obtendo uma condução de água mais eficiente. BRS Violeta demonstrou vantagens em condições de alta demanda hídrica, enquanto Niágara Rosada se mostrou mais eficiente em situações de estresse hídrico. Paulsen 1103 também apresentou menor potencial hídrico negativo, indicando melhor adaptação a condições de seca. Os resultados indicam que o Paulsen 1103 é uma boa escolha para regiões com baixa disponibilidade de água, enquanto as cultivares apresentam vantagens específicas que podem ser exploradas conforme as necessidades agrícolas.