Composição físico-química de azeite extra virgem produzido no município de São Borja/RS
Resumen
A expansão da olivicultura no Brasil é impulsionada pela crescente demanda por
azeite de oliva e pelas condições edafoclimáticas favoráveis em determinadas
regiões. A oliveira (Olea europaea L.), tradicionalmente adaptada ao clima
mediterrâneo, tem sido cultivada com sucesso em áreas subtropicais brasileiras,
explorando novas fronteiras com alto potencial para a produção de azeite de
qualidade. Nesse contexto, este estudo tem como objetivo analisar a composição
físico-química das azeitonas ‘Koroneiki’ e a qualidade do azeite produzido na
região de São Borja, Rio Grande do Sul. Foram avaliados parâmetros físicoquímicos
das azeitonas colhidas e do azeite ‘Koroneiki’. As azeitonas
apresentaram uma massa de 100 frutos de aproximadamente 98,7 g, com uma
média de 1 g por fruto, enquanto o azeite apresentou acidez de 0,25%, índice de
peróxidos de 11,76 mEqO₂/kg e valores de extinção específica dentro dos
padrões para azeite de oliva extravirgem. Esses parâmetros classificam o azeite
como de alta qualidade, atendendo às regulamentações brasileiras. Este estudo
destaca a importância do zoneamento edafoclimático para a adaptação da
olivicultura no Brasil, além de enfatizar a necessidade de novas pesquisas para
otimizar o manejo da cultura e a produtividade em áreas subtropicais.