Fenologia da oliveira e armazenamento a frio de azeitonas produzidas na Serra do Sudeste no Rio Grande do Sul
Resumo
Atualmente o Brasil está em os três maiores importadores de azeite e azeitona de mesa do mundo. Por esta razão o cultivo da oliveira vem despertando interesse no Brasil aumentado a cada ano. O Rio Grande do Sul, maior produtor nacional está com mais de 3.464,6 hectares plantados. No entanto para que o cultivo continue a crescer são necessárias informações a respeito da cultura, do clima, do manejo e do processamento da produção. O objetivo neste estudo foi avaliar o período de ocorrência dos estágios fenológicos das principais cultivares de oliveiras plantadas no estado e verificar a influencia da temperatura e do período de armazenamento de azeitonas. Foram realizados dois experimentos distintos: O experimento1, conduzido no olival da empresa Oliva Agroindustrial Ltda, no município de Pinheiro Machado contendo as cultivares Arbequina, Arbosana, Frantoio, Koroneiki, Picual e Manzanilla, plantadas em 2010, e avaliadas no ciclo 2017/2018. Foram avaliados os estágios fenológicos de pré-floração, floração, frutificação, endurecimento do caroço, troca de cor dos frutos e maturação. O experimento 2, conduzido em câmaras fria na Embrapa Clima Temperado e no Laboratório de Fisiologia de Plantas da Universidade Federal de Pelotas. Foi avaliado a influencia da temperatura e do período de tempo durante o armazenamento na qualidade de azeitonas das cultivares Arbequina e Koroneiki. No experimento 1 verificou-se que as cultivares avaliadas apresentaram diferenças entre si quanto a ocorrência e ao período de tempo de cada estágio fenológico. No experimento 2 não houve relação das cultivares com as temperaturas e os períodos de armazenamento, no entanto verificou-se que a cultivar Arbequina apresentou maior concentração de fenóis totais que a cultivar Koroneiki, e que a cultivar Koroneiki apresentou maiores concentrações das clorofilas a e b que a cultivar Arbequina.