Identification of morpho-physiological parameters for selection of heat tolerant potato genotypes
Resumen
A batata (Solanum tuberosum) é uma espécie com origem e domesticação nos Andes peruano-boliviano, sendo por isso, conhecida como cultura de clima frio. Com a expansão da área de cultivo para os trópicos e os prognósticos das mudanças climáticas, o efeito do estresse térmico no cultivo de batata é uma das maiores preocupações dos programas de melhoramento genético de batata. A eficácia na obtenção de genótipos tolerantes ao calor pode ser melhorada através de estudos multidisciplinares, envolvendo, além da genética, a fisiologia vegetal, assim como outras áreas do conhecimento. Com isso, o objetivo deste trabalho foi identificar parâmetros morfofisiológicos responsáveis pela maior adaptação da batata às condições de alta temperatura. Para tal, dois estudos foram conduzidos. O objetivo do primeiro estudo foi determinar a possibilidade de selecionar genótipos tolerantes ao calor usando métodos de avaliação não destrutivos, tendo como base as duas fases da fotossíntese da batata. Para tanto, oito genótipos de batata foram caracterizados de acordo com sua resposta à diferentes regimes térmicos. Foram analisadas a fluorescência da clorofila a e as variáveis de trocas gasosas, além da medição de variáveis morfoagronômicas. O segundo estudo teve como objetivo identificar a melhor época para realizar o screening de germoplasma para avaliação de tolerância ao calor, assim como as principais características morfológicas, bioquímicas e fisiológicas associadas à essa resposta. Para tal, quatro genótipos de batata foram submetidos a dois regimes de temperatura, controle e estresse. Foram realizadas avaliações em três épocas, início do período de tuberização, início de estágio de enchimento de tubérculo e final de fase de enchimento de tubérculos. O estresse por temperatura supraótima causou prejuízo na produção de energia e glicose devido ao fechamento dos estômatos, afetando negativamente o rendimento e a qualidade dos tubérculos. Os parâmetros fotossintéticos mostram-se como bons indicadores de tolerância ao calor, especialmente quando a avaliação é realizada no início da fase de tuberização sendo, dessa forma, as variáveis fotossintéticas as que melhor indicam a tolerância.