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dc.creatorKrakhecke, Eliada Mayara Alves
dc.date.accessioned2025-09-29T19:11:35Z
dc.date.available2025-09-29
dc.date.available2025-09-29T19:11:35Z
dc.date.issued2025-07-18
dc.identifier.citationKRAKHECKE, Eliada Mayara Alves. Relações de gênero na produção curricular no curso de direito: um estudo de caso na Universidade Federal de Pelotas. Orientadora: Maria Cecilia Lorea Leite. Coorientadora: Dulce Mari da Silva Voss. 2025. 252 f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/17705
dc.description.abstractThis thesis aims to investigate gender relations in relation to the curricular policy of academic-professional training in action in the Law Course at the Federal University of Pelotas (UFPel). The research was conducted through a case study that considered the contexts and discursive and non-discursive practices present in the Pedagogical Project, the curriculum matrix, and the expression of perceptions and actions of the epistemic communities formed by professors and students of the said course. The methodology of the Policy Cycle Approach developed by Ball and collaborators (Bowe; Ball; Gold, 1992; Ball, 1994; Ball; Maguire; Braun, 2016) and explicated by Mainardes (2006, 2009, 2018a, 2018b, 2021) served as the basis for understanding the configuration of contexts of influence, text production, practice, and their interrelations concerning the curricular production in focus, with greater emphasis on the action of epistemic communities in the context of practice. The analysis of the research theme/problem was supported by a post-structuralist theoretical-epistemological line, making use of concepts by Foucault (1999, 2002, 2006, 2008, 2012, 2013), studies on curricular policy and curriculum based on Lopes (2006, 2018), Corazza (2001, 2013) and Sacristán (2000, 2013), as well as theoretical contributions by Butler (2001, 2019, 2021), Paraíso (2016) and Hollanda (2018) on gender relations, and Latin American feminist epistemologies by Anzaldúa (2000, 2005), Ochoa (2008), and Lugones (2005, 2008, 2014). With this foundation, the curriculum is understood as a power-knowledge device traversed by political, pedagogical, and epistemological disputes, where effects of truth and processes of subjectivation are produced. The analysis of the historical and political processes through which academic-professional training in Law Courses was constituted points to a dogmatic, elitist, cis-heteronormative, and Eurocentric tradition, while contemporary neoliberal policies have triggered significant curricular reforms guided by new national directives emphasizing productivism, quality in terms of outcomes, efficiency, and efficacy of academic-professional training. The analysis of the current Political-Pedagogical Project, curriculum matrix, and curricular components of the Law Course at UFPel indicated that, although gender relations are not explicitly addressed in these texts and discourses, they emerge in curricular production occurring through the daily actions via discursive and non-discursive practices of professors and students, in research projects, teaching, outreach, collective movements, and critical stances. Thus, the discourses and actions of the epistemic communities, on one hand, reinforce academic-scientific training based on tradition; on the other hand, affirm the need to transform the course curriculum in terms of new political, pedagogical, and epistemological perspectives that address gender relations. Therefore, it is concluded that curricular production functions as a policy of a curriculum in action that goes far beyond the prescribed curriculum, forging displacements capable of destabilizing the dogmatic and colonial foundations of the legal field, opening space for insurgent knowledges. Among these, feminist and decolonial epistemologies stand out in this thesis, proposing other ways of teaching, learning, and acting in the academic-scientific field of Law, from an ethical, plural, and committed perspective to the realization of social justice.pt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pelotaspt_BR
dc.rightsOpenAccesspt_BR
dc.subjectProdução curricularpt_BR
dc.subjectRelações de gêneropt_BR
dc.subjectEducação jurídicapt_BR
dc.subjectEpistemologias feministaspt_BR
dc.subjectPolíticas curricularespt_BR
dc.subjectCurriculum productionpt_BR
dc.subjectGender relationspt_BR
dc.subjectLegal educationpt_BR
dc.subjectFeminist epistemologiespt_BR
dc.subjectCurriculum policiespt_BR
dc.titleRelações de gênero na produção curricular no curso de direito: um estudo de caso na Universidade Federal de Pelotaspt_BR
dc.typedoctoralThesispt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/1123050116130877pt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/6507656416518174pt_BR
dc.contributor.advisor-co1Voss, Dulce Mari da Silva
dc.contributor.advisor-co1Latteshttp://lattes.cnpq.br/6357471301897496pt_BR
dc.description.resumoEsta tese objetiva investigar as relações de gênero no que concerne à política curricular de formação acadêmico-profissional em ação no Curso de Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). A pesquisa foi realizada por meio de um estudo de caso que levou em conta os contextos e as práticas discursivas e não discursivas presentes no Projeto Pedagógico, na matriz curricular, na enunciação das percepções e da atuação das comunidades epistêmicas formadas por docentes e discentes do referido curso. A metodologia da Abordagem do Ciclo de Políticas desenvolvida por Ball e seus colaboradores (Bowe; Ball; Gold, 1992; Ball, 1994; Ball; Maguire; Braun, 2016) e explicitada por Mainardes (2006, 2009, 2018a, 2018b, 2021) serviu de base para a compreensão da configuração dos contextos de influência, de produção de textos e da prática e suas inter-relações acerca da produção curricular em foco, dando maior ênfase à ação das comunidades epistêmicas no contexto da prática. A análise da temática/problemática da pesquisa amparou-se na linha teóricoepistemológica pós-estruturalista, fazendo uso de conceitos de Foucault (1999, 2002, 2006, 2008, 2012, 2013), dos estudos sobre política curricular e currículo realizados a partir de Lopes (2006, 2018), Corazza (2001, 2013) e Sacristán (2000, 2013), bem como as produções teóricas de Butler (2001, 2019, 2021), Paraíso (2016) e Hollanda (2018) sobre relações de gênero, e das epistemologias feministas latino-americanas de Anzaldúa (2000, 2005), Ochoa (2008) e Lugones (2005, 2008, 2014). Com este aporte, entende-se o currículo como dispositivo de poder-saber atravessado por disputas políticas, pedagógicas e epistemológicas, onde se produzem efeitos de verdade e processos de subjetivação. A análise dos processos históricos e políticos pelos quais a formação acadêmico-profissional nos Cursos de Direito se constituiu aponta para a tradição dogmática, elitista, cis-heteronormativa e eurocentrada, sendo que, na contemporaneidade, as políticas neoliberais têm provocado reformas curriculares significativas, orientadas por novas diretrizes nacionais que primam pelas lógicas do produtivismo, qualidade em termos de resultados, eficiência e eficácia da formação acadêmico-profissional. A análise do Projeto Político Pedagógico vigente, da matriz curricular e dos componentes curriculares do Curso de Direito da UFPel indicou que, embora as relações de gênero não sejam contempladas de forma explícita nestes textos e discursos, emergem na produção curricular que acontece nas ações cotidianas por meio de práticas discursivas e não discursivas de docentes e discentes, em projetos de pesquisa, no ensino, na extensão, nos movimentos coletivos e nos posicionamentos críticos. Logo, os discursos e ações das comunidades epistêmicas, por ora, reforçam a formação acadêmico-científica baseada na tradição, por outra, afirmam a necessidade de transformação do currículo do curso em termos de novas perspectivas políticas, pedagógicas e epistemológicas, em que as relações de gênero sejam abordadas. Portanto, conclui-se que a produção curricular funciona como política de um currículo em ação que vai muito além do currículo prescrito, pois forja deslocamentos capazes de desestabilizar os fundamentos dogmáticos e coloniais do campo jurídico, abrindo espaço para saberes insurgentes. Dentre eles, nesta tese, destacam-se as epistemologias feministas e de(s)coloniais, que propõem outros modos de ensinar, aprender e atuar no campo acadêmico-científico do Direito, desde uma perspectiva ética, plural e comprometida com a efetivação da justiça social.pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educaçãopt_BR
dc.publisher.initialsUFPelpt_BR
dc.subject.cnpqCIENCIAS HUMANASpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.rights.licenseCC BY-NC-SApt_BR
dc.contributor.advisor1Leite, Maria Cecilia Lorea
dc.subject.cnpq1EDUCACAOpt_BR


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