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dc.creatorArbo, Jade Bueno
dc.date.accessioned2026-02-11T10:43:07Z
dc.date.available2026-02-10
dc.date.available2026-02-11T10:43:07Z
dc.date.issued2025-09-12
dc.identifier.citationARBO, Jade Bueno. A ficção científica como crítica das alianças entre capitalismo, colonialismo e ciência moderna: uma proposta de epistemologia regenerativa para um mundo em crise, de Frankenstein ao Solarpunk. Orientador: Eduardo Marks de Marques. 2025. 350f. Tese (Doutorado em Letras) – Centro de Letras e Comunicação, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas, 2025.pt_BR
dc.identifier.urihttp://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/19668
dc.description.abstractWestern modernity has instituted a series of foundational separations – nature/culture, reason/emotion, subject/object, human/non-human – that have shaped the dominant ways of knowing and inhabiting the world. These separations have been historically deepened by three interlinked mechanisms: capitalism, which instrumentalizes life through expropriation and extractivism; colonialism, which imposes a logic of geographical and epistemic domination; and modern science, which, in its drive to predict and control, reduces the world to an object of manipulation. These dynamics of separation manifest today in multiple contemporary crises – climatic, social, political, and epistemic – which share fragmentation as a structural symptom. Starting from this diagnosis, this dissertation proposes to understand science fiction as a critical tool for analyzing the alliances between capitalism, colonialism, and modern science, due to its ability to expose and challenge the dualisms they promote. This work argues that the narrative structure of science fiction itself – marked by estrangement and cognitive engagement – inspires a specific way of conceiving “regenerative” knowledge practices. Drawing on the convergence between Helen Longino’s (2002) social and feminist epistemology and Fabio Scarano’s notion of “regeneration” in the context of planetary sustainability, I propose the concept of a “regenerative epistemology” as a mode of knowing that not only exposes but seeks to repair the wounds opened by modern separations, promoting situated, relational, and alterity-sensitive knowledge practices. With this aim, the dissertation conducts a panoramic analysis of Anglophone science fiction literature from the 19th to the 21st century, examining how the genre responds to the historical transformations of the alliances between capitalism, colonialism, and modern science. The analyzed corpus includes: Frankenstein (1818/1831) by Mary Shelley; The Time Machine (1895) by H. G. Wells; Herland (1915) by Charlotte Perkins Gilman; Brave New World (1932) by Aldous Huxley; Dune (1965) by Frank Herbert; The Dispossessed (1974) by Ursula K. Le Guin; Parable of the Sower (1993) by Octavia Butler; Annihilation (2014) by Jeff VanderMeer; To Be Taught if Fortunate (2019) by Becky Chambers; and the Monk & Robot duology (2021-2022), also by Becky Chambers. The analysis of these works reveals how science fiction exposes the logics of expropriation, control, and assimilation that sustain the entanglements of these three forces, while simultaneously proposing alternative ways of relating to nature and difference. By challenging the foundational separations of modernity and the alliances between science, capitalism, and colonialism, science fiction responds to a world in crisis by providing a space for experimenting with and reinventing the ways we know and inhabit the world.pt_BR
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal de Pelotaspt_BR
dc.rightsOpenAccesspt_BR
dc.subjectFicção científicapt_BR
dc.subjectLiteratura e Ciênciapt_BR
dc.subjectRegeneraçãopt_BR
dc.subjectEpistemologia regenerativapt_BR
dc.subjectScience fictionpt_BR
dc.subjectLiterature and Sciencept_BR
dc.subjectRegenerationpt_BR
dc.subjectRegenerative epistemologypt_BR
dc.titleA ficção científica como crítica das alianças entre capitalismo, colonialismo e ciência moderna: uma proposta de epistemologia regenerativa para um mundo em crise, de Frankenstein ao Solarpunkpt_BR
dc.title.alternativeScience Fiction as a Critique of the Alliances between Capitalism, Colonialism, and Modern Science: a Regenerative Epistemology for a World in Crisis, from Frankenstein to Solarpunkpt_BR
dc.typedoctoralThesispt_BR
dc.contributor.authorLatteshttp://lattes.cnpq.br/5478496017695674pt_BR
dc.contributor.advisorIDhttps://orcid.org/0000-0002-3067-7237pt_BR
dc.contributor.advisorLatteshttp://lattes.cnpq.br/9216599540037680pt_BR
dc.description.resumoA modernidade ocidental instituiu uma série de cisões fundantes – natureza/cultura, razão/emoção, sujeito/objeto, humano/não humano – que moldaram as formas dominantes de conhecer e habitar o mundo. Tais separações foram historicamente aprofundadas por três mecanismos interligados: o capitalismo, que instrumentaliza a vida por meio da expropriação e do extrativismo; o colonialismo, que impõe uma lógica de domínio geográfico e epistêmico; e a ciência moderna, que, ao buscar predizer e controlar, reduz o mundo a objeto de manipulação. Essas dinâmicas de separação manifestam-se nas crises contemporâneas – climática, social, política e epistêmica – que têm em comum a fragmentação como sintoma estrutural. Partindo deste diagnóstico, esta tese propõe compreender a ficção científica como uma ferramenta crítica das alianças entre capitalismo, colonialismo e ciência moderna por sua capacidade de evidenciar e tensionar os dualismos que promovem. Este trabalho argumenta que sua própria estrutura narrativa – marcada pelo estranhamento e pelo exercício cognitivo – inspira um modo específico de conceber práticas “regenerativas” de produção de conhecimento. A partir convergência entre a epistemologia social e feminista de Helen Longino (2002) com a “regeneração” proposta por Fabio Scarano no contexto da sustentabilidade planetária, proponho a concepção de uma “epistemologia regenerativa” como uma forma de conhecer que não apenas expõe, mas busca reparar as feridas abertas pelas cisões modernas, promovendo práticas de conhecimento situadas, relacionais e sensíveis à alteridade. Com esse fim, a tese realiza um percurso panorâmico pelas obras de ficção científica anglófona, do século XIX ao XXI, analisando como o gênero responde às transformações históricas das alianças entre capitalismo, colonialismo e ciência moderna. O corpus analisado inclui: Frankenstein (1818/1831), de Mary Shelley; A Máquina do Tempo (1895), de H. G. Wells; Terra das Mulheres (1915), de Charlotte Perkins Gilman; Admirável Mundo Novo (1932), de Aldous Huxley; Duna (1965), de Frank Herbert; Os Despossuídos (1974), de Ursula K. Le Guin; A Parábola do Semeador (1993), de Octavia Butler; Aniquilação (2014), de Jeff VanderMeer; To Be Taught if Fortunate (2019), de Becky Chambers; e a duologia Monge e Robô (2021-2022), também de Becky Chambers. A análise dessas obras permite verificar como a ficção científica expõe as lógicas de expropriação, controle e assimilação que sustentam as alianças entre esses três elementos, ao mesmo tempo em que buscam propor formas alternativas de relação com a natureza e a diferença, respondendo a um mundo em crise ao fornecer um espaço de experimentação e reinvenção das nossas formas de conhecer e habitar o mundo.pt_BR
dc.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Letraspt_BR
dc.publisher.initialsUFPelpt_BR
dc.subject.cnpqLINGUISTICA, LETRAS E ARTESpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.rights.licenseCC BY-NC-SApt_BR
dc.contributor.advisor1Marques, Eduardo Marks de
dc.subject.cnpq1LETRASpt_BR


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